Publicado em: 20/04/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.
Os presidentes da Associação Médica Brasileira, José Luiz Gomes do Amaral, da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, Félix Albuquerque Drummond, da Associação Paulista de Medicina, Jorge Carlos Machado Curi, e do Sindicato dos Médicos de São Paulo, Cid Célio Carvalhaes, além do 3º vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Clóvis Constantino, e do vice-presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, Luiz Alberto Bacheschi, abriram oficialmente o I Fórum de Ética em Medicina Esportiva, na quarta-feira (19), na sede da APM em São Paulo.
A interação dos médicos com a comissão técnica foi o tema do primeiro módulo, coordenado pelo vice-presidente da Região Centro-Sul da AMB, Jurandir Marcondes Ribas Filho. O técnico Celso Roth abordou o papel do treinador como comandante de toda a equipe, enquanto o ex-capitão da seleção brasileira, Carlos Caetano Verri, mais conhecido como Dunga, discutiu a responsabilidade do médico, do jogador e do técnico sobre a escalação de um atleta lesionado. Segundo o atleta, o relacionamento entre o médico e o jogador deve basear-se em comunicação eficiente e confiança.
Ainda no primeiro módulo, Paulo Zogaib, professor da Escola Paulista de Medicina, explicou em detalhes o dia-a-dia de um médico do esporte funcionário de um time de futebol. O médico e jornalista Osmar de Oliveira debateu a opção do jogador de procurar tratamento médico fora do clube e a responsabilidade da mídia na divulgação do estado de saúde dos atletas. “As reportagens precisam de mais precisão e menos sensacionalismo”, sentenciou.
Já Marco Aurélio Cunha, médico e superintendente do São Paulo Futebol Clube, opinou sobre o papel da equipe médica frente a emergências e o convencimento dos dirigentes sobre a importância dos investimentos na saúde dos atletas e na equipe médica. O presidente da SBME, Félix Drummond, e o médico do esporte Ricardo Galotti também participaram do debate.
No módulo sobre os direitos e deveres do médico no esporte, o assessor de marketing da SBME, Samir Daher, esclareceu que uma das obrigações do médico é informar ao clube se o jogador está apto ou inapto a participar de uma partida, mas o técnico é o responsável pela escalação. Embora a jurisprudência brasileira sobre o assunto ainda seja restrita, o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, Miguel Kfouri Neto, acredita que a questão do sigilo sobre a saúde do atleta deve ser abordada nos contratos do jogador e do médico com o clube. “A autorização do atleta, enquanto paciente, para a divulgação de informações a respeito de sua saúde é sempre necessária”, afirmou o presidente eleito da SBME, Arnaldo José Hernandes.
Também participaram dessas discussões o diretor da Escola de Ética Médica do CRM-MG, José Geraldo Drummond, o 3º vice-presidente do CFM, Clóvis Constantino e o assessor jurídico da AMB, Roberto Carvalho Campos. O coordenador deste segundo módulo foi o 1º secretário do CFM, Marco Antônio Becker, e o relator foi o secretário da Sociedade Paulista de Medicina do Esporte, Héldio Fortunato Gaspar de Freitas.
“Estamos em campos opostos, porque o médico sempre tentará preservar a privacidade e a imagem do jogador, ao passo que o repórter fará o possível para oferecer à torcida cada peculiaridade da vida de seu ídolo”, avaliou o jornalista esportivo Juca Kfouri, ao abrir o terceiro módulo, sobre os aspectos éticos da informação médica. O ex-jogador e presidente da Federação das Associações dos Atletas Profissionais, Wilson Piazza, contou várias passagens de sua carreira, enfatizando a precariedade dos departamentos médicos 30 anos atrás e algumas situações graves que ocorrem até hoje. O assunto foi debatido, ainda, pelo vice-presidente da SBME, Ricardo Nahas, pelo corregedor do CFM, Roberto D’Ávila, e pelo tesoureiro da SBME, João Ricardo Magni.
Nesta quinta-feira (20), o quatro e último bloco teve como tema o suporte médico ao atleta, coordenado pelo presidente da APM, Jorge Carlos Machado Curi. O cardiologista da seleção brasileira de futebol, Serafim Ferreira Borges, discorreu sobre a estrutura ideal de um departamento médico de clube. “É preciso conscientizar e educar dirigentes, treinadores, preparadores físicos e os próprios jogadores sobre a importância de uma avaliação global da saúde do atleta”, observou.
Por sua vez, o diretor científico da SBME, José Kawazoe Lazzoli descreveu a avaliação clínica pré-participação como melhor forma de prevenir danos ao esportista. Apresentado pela médica do esporte Renata Rodrigues Teixeira de Castro, o papel do médico em relação ao doping foi motivo de diversos esclarecimentos, como as regras da Agência Mundial Anti-Doping e a conduta do médico assistente.
Ao encerrar o I Fórum de Ética em Medicina Esportiva, o coordenador da comissão organizadora, Marco Antônio Becker, informou que as discussões servirão de base para uma resolução do CFM sobre o tema. “O desafio que se descortina para o Conselho e para a AMB é proteger o médico do esporte a fim de que ele tenha independência e segurança, apesar de todas as pressões”, analisou o presidente do CFM, Edson de Oliveira Andrade. “Conciliar o dinamismo da medicina ao da prática esportiva é tarefa das mais estimulantes, por isso agradecemos a contribuição de todos neste encontro, especialmente em um ano de Copa do Mundo, quando diversos desses temas estarão em voga”, concluiu José Luiz Gomes do Amaral, presidente da AMB.
Da Assessoria de Imprensa do Cremepe.
Com Informações da Assessoria de Imprensa da AMB.
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