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Ação de mulheres muda comunidade quilombola

Publicado em: 28/08/2006 | Por: Lourival Quirino da Silva Jr.

Única em toda a Região Metropolitana do Recife, no Cabo, Onze Negras ainda luta contra a falta de investimentos públicos e o desemprego

MARCIONILA TEIXEIRA
DA EQUIPE DO DIARIO

Onze mulheres negras, descendentes de escravos, resolveram um dia dar as mãos para mudar a face da única comunidade quilombola da Região Metropolitana do Recife, localizada na área rural do Cabo. A união rendeu frutos ao longo de quase quarenta anos, mas ainda resta muito para fazer naquelas terras do Engenho Trapiche. Realidade comum à maior parte das 96 comunidades quilombolas de Pernambuco, a Onze Negras, como passou a ser chamada desde 1968, também sofre com a falta de investimentos públicos. Seus 468 habitantes ainda não dispõem de um posto de saúde e de uma escola que atenda alunos da quinta série em diante. A terceira geração de descendentes de escravos também teme que a história de seus antepassados se repita, vestida de fantasma do desemprego.

Uma das onze negras, a líder comunitária Maria José de Fátima da Silva Barros, 47 anos, conta que vê com tristeza os jovens da comunidade concluírem o segundo grau sem promessas de emprego. “Quem quer continuar os estudos precisa ir até o centro do Cabo, que fica a cinco quilômetros daqui. As kombis que prestam serviço saem lotadas e muita criança viaja pendurada”, queixa-se. Para Fátima, os jovens podem perder chances de empregos que vão surgir com a refinaria pornão terem especialização.

A comunidade tem ao todo 240 hectares divididos entre três grandes famílias. A origem remete à antiga Usina Bom Jesus, do século 18, cujos donos indenizaram os funcionários, descendentes de escravos, com lotes de terra. “Hoje eles têm a posse da terra, mas não o título definitivo, assim como em todas as comunidades quilombolas de Pernambuco. Isso é um obstáculo para a aplicação das políticas públicas porque o governo federal aloca recursos, mas só pode investir se houver terreno próprio”, explicou Ana Paula Maravalho, militante do movimento negro em Pernambuco.

Escola – A mão-de-obra local é formada, em sua maioria, por pedreiros, domésticas, catadores de lixo e plantadores de macaxeira. Professora, Valdirene Maria de Santana é uma exceção. Nascida na Onze Negras, cursou a escola municipal da comunidade e hoje ensina no mesmo local onde aprendeu a respeitar a história de seus antepassados. “Foi muita luta para chegar onde estou. Andava 40 minutos para chegar na escola”, lembra. Hoje, ela é uma das que leva à frente um projeto de valorização dos antepassados desenvolvido desde o ano passado na escola.

Segundo Tatiane Torres, da Coordenação de Saúde da Adolescência, da Criança e da Mulher da prefeitura, existe a proposta de se levar um médico à comunidade. Hoje, apenas um agente de saúde atende a região, porém com dificuldade, devido à quantidade de pacientes. As lideranças femininas já exigiram a realização de exames para detecção de anemia falciforme e de hipertensão, males comuns aos negros.

Elas lembram, no entanto, quando não tinham água encanada nem luz. Foram tempos bem piores, à base de cacimbas e candeeiros. Hoje comemoram a conquista de benefícios sociais como o bolsa-família, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), o agente jovem, o bolsa-escolae o vale-gás, além de parcerias com ONG”s. O Movimento Tortura Nunca Mais, que atua na comunidade com o projeto Atos, oferece oficinas de dança afro, bijouteria, capoeira, além de desenho e pintura. Entre os projetos da prefeitura para o lugar estão o curso de marcenaria no estilo quilombola, a construção de um centro de referência de assistência social, além do programa de construção de casas. A previsão é iniciar todas as ações ainda esse ano.

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe
Com informações do Diário de Pernambuco.

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