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Presidente do Cremepe dá aula de ética na faculdade de Olinda

aula.faculdade de Olinda“A responsabilidade social e ética do estudante de medicina no processo de formação médica no Brasil” foi o tema da palestra ministrada pelo presidente do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), André Dubeux, para os estudantes de medicina da Faculdade de Medicina de Olinda, na tarde desta quinta-feira (14/03), na sede da instituição, no Bairro Novo.

De acordo com o presidente do Cremepe, a formação médica era baseada antigamente em normas deontológicas, na medicina legal, onde eram estabelecidas regras que excluíam o eixo humanístico da profissão, porém diante da evolução da sociedade, da importância de se discutir a autonomia do paciente, consciência, os médicos sentiram a necessidade de trazer a ética e a bioética para os hospitais e universidades.

“Há algum tempo a formação deixava o eixo humanístico em segundo plano, mas com o aumento das escolas e das epidemias – como a dengue, zika – foi verificando que o médico precisa desta formação. Nossa profissão é eminentemente de busca à saúde do indivíduo e bem estar, por isso, precisamos saber nos comunicar e valorizar a relação médico paciente” – disse Dubeux.

Código de ética do Estudante de Medicina

Na oportunidade, o presidente do Cremepe apresentou o Código de Ética do Estudante de Medicina que está sendo organizado pelo Conselho Federal de Medicina e Conselhos regionais. “As entidades viram a necessidade de trazer a responsabilidade para o estudante de medicina, mostrando os direitos, deveres e limitações na sua atuação, além da relação médico paciente e segredo médico” – afirmou Dubeux.

Em relação à bioética, foram apresentados alguns casos relacionados à doação de óvulos, embriões congelados, testemunhas de Jeová e o segredo médico que sempre são discutidos nas comissões de ética e nas entidades.

Especialidades médicas

O presidente do Cremepe ainda colocou a preocupação com as especialidades que estão se formando nas faculdades. “Hoje faltam pediatras, neonatologistas e obstetras no mercado, além de cirurgiões gerais. No último concurso do Estado, o número de vagas excedeu o número de cirurgiões. Abriram-se 40 vagas, mas apenas 18 médicos se inscreveram” – lembrou Dubeux.

Por fim, ele explicou as funções do Cremepe: fiscalizadora, judicante e cartorial e se colocou à disposição para os futuros médicos. “O Conselho está aberto para os alunos de Olinda. Eu, como médico, sou muito satisfeito com a minha profissão, é um curso muito bonito, afinal o SUS é a maior conquista social deste País, mas não podemos pensar que vamos resolver a saúde pública só com um estetoscópio no pescoço. Me coloco à disposição’ – concluiu.