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Cremepe defende a dignidade no parto

IMG_8809Na tarde da quarta-feira (22/02) a promotora de justiça de saúde de Olinda, Maísa Melo, convocou o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES), o Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-pe) e o controle social para discussão sobre a superlotação nas maternidades públicas e a humanização dos partos no Estado. O encontro aconteceu na sede do Ministério Público de Pernambuco, na Boa vista, e também contou com a presença do coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça em Defesa da Saúde (Caop), Édipo Soares e da promotora do Recife, Helena Capela.

Representando o Cremepe estavam o presidente da entidade, André Dubeux, e a corregedora adjunta, Luiza Menezes. Eles apresentaram o cenário de duas maternidades fiscalizadas esta semana – Maternidade do Hospital Agamenon Magalhães e Centro de Assistência Integral Amaury (Cisam) -. “O problema da assistência ao parto é a rede. Na fiscalização foi identificada que a escala de médicos está completa e não faltam materiais, mas a demanda é superior à estrutura”, explicou Dubeux.

Para ele os profissionais são tão vitimas quando os pacientes porque a rede de saúde no estado não funciona, prova disso são os números. Somente em 2016 o estado realizou 69 mil partos enquanto a capacidade era de 29 mil. Desta maneira os números não batem, “enquanto não se resolver a questão da rede não é possível garantir o parto com dignidade a estas mulheres”, completou.

A corregedora do Cremepe, Luiza Menezes, que é obstetra também ratificou as informações. De acordo com ela, a taxa de ocupação da sala de parto do Cisam na semana passada era de 425% de pessoas, os 77 leitos para recém-nascidos estavam, com 100 pacientes e foi preciso proibir os acompanhantes para que coubessem todos os pacientes. Esta superlotação se dá, principalmente, porque os partos em maternidades estaduais na capital aumentaram enquanto nos municípios diminuíram. “Temos que exigir do município a preparação para o parto”, destacou Tatiana, enfermeira obstétrica.

Encaminhamentos – O Ministério Público do Estado está fazendo um levantamento da situação no Estado. Foi designada uma médica que percorreu as maternidades e fará uma análise macro da situação da assistência obstétrica em Pernambuco. Em um mês o relatório ficará pronto e o Caop saúde voltará a reunir as instituições para que possam traçar estratégias afim de garantir a assistência a estas mulheres.