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Os impactos da Covid-19 na saúde ocular

Nesta sexta-feira, 07 de maio, é celebrado o dia do médico oftalmologista, especialista que cuida da prevenção, diagnóstico, e cuidados relacionados às doenças oculares. Com a pandemia de COVID-19 e o agravamento da situação sanitária em todo o país, a saúde ocular foi também afetada pelas condições impostas. Em homenagem à data, o Cremepe entrevistou Bernardo Cavalcanti, presidente da Sociedade de Oftalmologia de Pernambuco (SOPE). Segundo o profissional, a especialidade, por possuir característica eletiva, foi uma das que mais sofreu com a pandemia. “Houve um impacto muito importante pela dificuldade em prestar assistência ao paciente. Existe uma condição muito importante que tem sido vista com o retorno dos pacientes aos consultórios: algumas doenças acabaram se agravando”, pontuou.

De acordo com o especialista, determinadas condições merecem atenção especial e tratamento continuado, mesmo em um momento delicado como a pandemia, a fim de evitar problemas que venham a ser irreparáveis. “Têm pacientes que passaram quase dois anos sem uma consulta e que podem ser portadores de glaucoma, uma doença que lesa o nervo óptico, principalmente através do seu principal fator de risco que é o aumento da pressão ocular que pode não estar controlada e assim evoluir para uma condição de déficit na visão por conta dessa condição”, relatou o oftalmologista.

Além do impacto no acompanhamento à saúde ocular, a pandemia trouxe também mudanças no que diz respeito ao modo de examinar e, consequentemente, diagnosticar estes pacientes. “Muitas coisas mudaram neste último ano no nosso atendimento. As regras de sanitização e de higiene necessárias foram rapidamente adotadas. O exame oftalmológico demanda, de fato, que o profissional fique muito próximo ao rosto do paciente, então vários anteparos de proteção foram implantados entre o aparelho que usamos para o exame e o paciente”, explicou o médico.

COVID-19: contágio e sequelas

Apesar de não aparecer como uma das principais vias de contaminação pelo novo coronavírus, como a boca e o nariz, segundo estudos da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, a mucosa dos olhos pode também servir tanto como porta de entrada quanto como reservatório do vírus. No Manual De Boas Condutas Para Retomada das Atividades Eletivas em Oftalmologia em Tempos de COVID-19, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) são apresentadas aos especialistas cuidados necessários para a segurança do médico oftalmologista, sua equipe e o paciente na retomada das atividades eletivas oftalmológicas durante o período de pandemia. O documento destaca a importância das medidas de higiene na prevenção ao contágio, como a lavagem correta e frequente das mãos e evitar tocar olhos, nariz e boca quando elas não estiverem lavadas.

No que diz respeito às sequelas deixadas naqueles que contraíram a COVID-19, Bernardo Cavalcanti destacou a chegada de queixas dos pacientes nos consultórios oftalmológicos. “Têm sido observadas alterações em longo prazo após a infecção. Hoje temos recebido relatos de pacientes com hemorragia na retina e inflamação de uveíte”, pontuou o presidente da Sociedade.

Edição: Joelli Azevedo