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Semana Internacional da Tireoide incentiva para o diagnóstico e o tratamento

Maio é o mês dedicado à tireoide, com a divulgação de informações à população para esclarecer sobre a glândula que atua de forma significativa no organismo. É tão importante que quando não funciona bem, todo o corpo fica comprometido. Aproveitando que 25 de maio é o Dia Internacional da Tireoide, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) definiu o período de 24 a 28 de maio como a Semana Internacional da Tireoide. 

Embora a recomendação das autoridades de saúde seja para evitar sair de casa como forma de controlar a propagação da Covid-19, outras doenças precisam de atenção. É o caso da tireoide, esta glândula que interfere na vida das pessoas desde a fase fetal. A SBEM lançou a campanha de divulgação e atendimento, tendo como tema este ano Tireoide e Coração, mas sem deixar de lado outros problemas.

A tireoide é uma glândula que fica na base da parte da frente do pescoço, produzindo os hormônios T3 e T4, importantes em todas as fases da vida, porque participam da formação dos órgãos do feto (principalmente o cérebro), têm relação com o crescimento, desenvolvimento, fertilidade e reprodução. Exercem função, também, nos batimentos cardíacos, sono, raciocínio, memória, temperatura do corpo, ciclo menstrual, funcionamento intestinal e no metabolismo.

A tireoide libera os hormônios na corrente sanguínea e direciona as atividades das células. A falta ou o excesso de hormônios caracterizam, respectivamente, o hipotireoidismo, mais comum nas mulheres na pós-menopausa, e o hipertiroidismo.

O hipotireoidismo pode ter várias causas, como problemas imunológicos, congênitos ou inflamações na tireoide. Entre os sintomas estão fadiga, ganho de peso, intolerância ao frio, cabelo seco, menstruação irregular, depressão e baixa frequência cardíaca.

No hipertiroidismo, há excesso de hormônios que causam calor e transpiração, fraqueza muscular, aceleração dos batimentos cardíacos, fadiga, perda de peso, ansiedade, irritação nos olhos, infertilidade e irregularidade menstrual.

Estima-se que mais da metade de população tenha nódulos na Tireoide. Entretanto, nódulos clinicamente relevantes têm mais de um centímetro e acometem até 7% das mulheres e 1% dos homens. Nesses casos, costumam ser palpáveis. Depois de um exame, o médico pode pedir para avaliar a função tiroideana e uma ultrassonografia para definir se o nódulo é benigno ou não. Nem todo módulo precisa ser puncionado. As características vistas no exame de imagem determinam se precisa realizar a PAAF – punção aspirativa com agulha fina da tireoide. Cerca de 90% dos nódulos são benignos.