Pesquisar
Agendar Atendimento Presencial

Serviços

ver todos

Estado reassume gestão do Hospital Dom Malan

Secretaria Estadual de Saúde vai assumir oficialmente a direção da unidade materno-infantil no dia 1º de maio

O impasse político do Hospital Dom Malan, em Petrolina, está resolvido. A única unidade materno-infantil do estado que possui Unidade de Terapia Intensiva pública neonatal fora do Recife, vai voltar a ser gerida pelo governo do estado. Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) anunciou a decisão, tomada após reunião realizada na terça-feira passada entre o secretário estadual de Saúde, Frederico Amâncio, e a secretária de Saúde de Petrolina, Lúcia Giesta. Oficialmente, o início da nova gestão será no dia 1º de maio.

No dia 18 de março, o prefeito de Petrolina, Júlio Lossio, havia comunicado a intenção de devolver o controle da gestão ao estado, que desde 1993 passou a ser municipal. O motivo alegado por Lossio era a falta de recursos. Entre os principais problemas: ausência de pediatras, diminuição de leitos e estrutura defasada na emergência. No início do mês, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) interditou o hospital por tempo indeterminado.

Segundo o prefeito, a manutençãoexige cerca de R$ 2 milhões mensais, mas o Ministério da Saúde só vinha repassando cerca de R$ 600 mil. Amâncio fez questão de conter o temor em relação a uma possível interrupção do atendimento ao público antes do dia 1º de maio. Prometeu auxiliar o hospital no que for preciso. “O estado reassume o hospital como forma de garantir a assistência à população de Petrolina e dos municípios do Sertão do São Francisco, que tem no Dom Malan a maior referência em atendimento materno-infantil de alta complexidade”.

Além de Petrolina, outros 25 municípios pernambucanos dependem dos serviços do Dom Malan, que possui 160 leitos, além das UTIs e as Unidades de Cuidados Intensivos (UCIs). Inicialmente, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) tinha informado que a situação do hospital era de responsabilidade do município. Além disso, que a cessão da unidade ao governo não poderia ocorrer por decisão unilateral da prefeitura.

No meio desse impasse, o presidente do Cremepe, André Longo, divulgou resolução determinando a interdição ética do exercício profissional médico em dois setores do hospital. Os médicos então foram proibidos de atuar na emergência pediátrica e na UTI pediátrica de neonatal por tempo indeterminado. Isso impedia também a realização de partos de alto risco. O problema é que além dos quatro leitos do Hospital Dom Malan, existem apenas 32 unidades públicas no estado. Após o anúncio do governo, o Cremepe decidiu retirar a resolução. Longo acredita que a intervenção foi uma medida eficaz para corrigir as deficiências do hospital.

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.

Fonte: Diario de Pernambuco.

203 visualizações

Privado: Estado reassume gestão do Hospital Dom Malan

Secretaria Estadual de Saúde vai assumir oficialmente a direção da unidade materno-infantil no dia 1º de maio

O impasse político do Hospital Dom Malan, em Petrolina, está resolvido. A única unidade materno-infantil do estado que possui Unidade de Terapia Intensiva pública neonatal fora do Recife, vai voltar a ser gerida pelo governo do estado. Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) anunciou a decisão, tomada após reunião realizada na terça-feira passada entre o secretário estadual de Saúde, Frederico Amâncio, e a secretária de Saúde de Petrolina, Lúcia Giesta. Oficialmente, o início da nova gestão será no dia 1º de maio.

No dia 18 de março, o prefeito de Petrolina, Júlio Lossio, havia comunicado a intenção de devolver o controle da gestão ao estado, que desde 1993 passou a ser municipal. O motivo alegado por Lossio era a falta de recursos. Entre os principais problemas: ausência de pediatras, diminuição de leitos e estrutura defasada na emergência. No início do mês, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) interditou o hospital por tempo indeterminado.

Segundo o prefeito, a manutençãoexige cerca de R$ 2 milhões mensais, mas o Ministério da Saúde só vinha repassando cerca de R$ 600 mil. Amâncio fez questão de conter o temor em relação a uma possível interrupção do atendimento ao público antes do dia 1º de maio. Prometeu auxiliar o hospital no que for preciso. “O estado reassume o hospital como forma de garantir a assistência à população de Petrolina e dos municípios do Sertão do São Francisco, que tem no Dom Malan a maior referência em atendimento materno-infantil de alta complexidade”.

Além de Petrolina, outros 25 municípios pernambucanos dependem dos serviços do Dom Malan, que possui 160 leitos, além das UTIs e as Unidades de Cuidados Intensivos (UCIs). Inicialmente, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) tinha informado que a situação do hospital era de responsabilidade do município. Além disso, que a cessão da unidade ao governo não poderia ocorrer por decisão unilateral da prefeitura.

No meio desse impasse, o presidente do Cremepe, André Longo, divulgou resolução determinando a interdição ética do exercício profissional médico em dois setores do hospital. Os médicos então foram proibidos de atuar na emergência pediátrica e na UTI pediátrica de neonatal por tempo indeterminado. Isso impedia também a realização de partos de alto risco. O problema é que além dos quatro leitos do Hospital Dom Malan, existem apenas 32 unidades públicas no estado. Após o anúncio do governo, o Cremepe decidiu retirar a resolução. Longo acredita que a intervenção foi uma medida eficaz para corrigir as deficiências do hospital.