Após 28 anos fechado, o Hospital Pedro II reabre as portas para a sociedade pernambucana. O grande evento é hoje, às 19 horas.
Em sessão solene com a presença do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, do príncipe Dom João de Orleans e Bragança e família, além de autoridades locais e nacionais, foi reinaugurado oficialmente o Hospital Dom Pedro II, ontem (16), às 19 horas. Localizado no bairro dos Coelhos, Recife, a unidade de saúde abre as portas para oferecer à população carente tratamentos modernos com equipamentos de última geração, após passar 28 anos com as portas fechadas.
O Projeto de Restauro e Modernização do Hospital Pedro II, assinado pelo IMIP, foi executado com o apoio financeiro dos governos federal, estadual, municipal, de empresas privadas e de doações individuais, totalizando R$ 24,3 milhões. Além de resgatar a arquitetura original do prédio, o IMIP assumiu o compromisso de reativar um patrimônio que por mais de um século prestou assistência à comunidade pernambucana.
Com o funcionamento do Pedro II, que oferecerá mais 198 leitos, o complexo hospitalar do IMIP passa a ter mil leitos, todos do Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, o IMIP realiza uma média de 3,5 mil internamentos por mês; com o Pedro II passará a oferecer 4,2 mil, ou seja, 700 internamentos a mais mensalmente em serviços de alta complexidade. Embora a previsão seja de estar com os serviços de saúde em pleno funcionamento até o final de outubro, vários serviços já funcionam no Pedro II.
O Serviço de Medicina Nuclear do IMIP funciona no térreo do Hospital Pedro II e conta com a utilização da tecnologia PET-CT, que permite a detecção e o diagnóstico precoce de tumores. O IMIP passa a oferecer diagnóstico e tratamento em consonância com os grandes centros de medicina integral do país. Trata-se de um dos primeiros serviços oferecidos pelo SUS no país. Além do PET-CT, serão realizados no serviço exames de Cintilografia, totalizando 745 procedimentos por mês.
Primeiro serviço 100% SUS em Pernambuco, o Serviço de Radioterapia do IMIP diminuiu a grande demanda desta especialidade, amenizando a falta de atendimento radioterápico no estado. A Unidade de Radioterapia do IMIP funciona no térreo do Pedro II e atende, em média, 140 pacientes por mês. A unidade dispõe de equipamentos de última geração com um avançado parque de máquinas com Acelerador Linear Digital, Sistema de Planejamento Computadorizado Conformacional, Tomógrafo Multi-slice Simulador e Braquiterapia de alta taxa de dose.
O Serviço de Terapia Renal Prof. João Absalão foi inaugurado em abril de 2008, visando realizar o atendimento ambulatorial de referência, procedendo aos exames complementares, diagnósticos, orientações de tratamento e acompanhamento de pacientes de patologias nefrológicas. O serviço atende cerca de 140 pacientes por mês.
O Centro de Reabilitação Física e Motora do IMIP presta assistência à pessoa portadora de deficiência física com uma estrutura especializada e hierarquizada de alta, média e baixa complexidade. O centro possui uma área física de 610m² e conta com uma piscina terapêutica para hidroterapia, ginásio para exercícios terapêuticos, sala de avaliação global, consultórios e laboratório para eletro, termo e fototerapia. O serviço atende cerca de 200 pacientes por dia, atuando nos níveis de promoção, prevenção e recuperação da saúde.
A Unidade Geral de Transplantes (onde serão realizados transplantes de córnea, rim, fígado, coração, pâncreas e medula óssea) tem capacidade para realizar cerca de 200 transplantes por ano. Para tanto contará com uma ampla infra-estrutura exclusiva para este setor: bloco cirúrgico, UTI pós-transplante, ambulatório pré e pós-transplante, hospital-dia, e enfermarias. No local, haverá ainda um setor específico, que promoverá campanhas de conscientização e promoção da doação de órgãos, além de uma área específica para captação de órgãos.
A nova Enfermaria de Clínica Médica conta com 65 leitos, 10 leitos de UTI e pretende realizar uma média de 270 internamentos por mês. A Oncologia do IMIP terá 36 leitos divididos em duas enfermarias, uma masculina e uma feminina. Estima que esse setor atenderá cerca de 120 pacientes de oncologia clínica e quimioterapia por mês. A Enfermaria de Cuidados Paliativos tem com 14 leitos que serão destinados a pacientes terminais. O serviço também vai dar suporte ao serviço de Oncologia do IMIP. O espaço pretende atender cerca de 30 pacientes mensalmente.
As novas instalações da Neurocirurgia e Cirurgia Cardíaca abrigará 32 leitos de enfermaria, bloco cirúrgico com 4 salas de cirurgia e 10 leitos de UTI. A estimativa é que os dois serviços realizem cerca de 60 cirurgias por mês. O novo Hospital Dia é voltado para pacientes de alta complexidade e terá 8 leitos com o objetivo de apoiar serviços como Transplantes, Neurocirurgia e Cirurgia Cardíaca. O Hospital Dia será é destinado à realização de procedimentos que não necessitem de mais de 12 horas de observação. O objetivo é atender cerca de 600 pacientes por mês.
O novo Hospital Pedro II abriga ainda a Presidência do IMIP, Museu do IMIP, a nova sede da Fundação Alice Figueira e do Voluntariado do IMIP, Capela, Sala de Defesa de Tese, Sala do Conselho Consultivo, Espaço Ciência e Cultura com capacidade para receber 720 pessoas, Central de Material e Esterilização, Contas Médicas, Serviço de Arquivo Médico e Estatísticas, Serviço de Manutenção Elétrica, Hidráulica e de Equipamentos, Restaurante, Cafeteria, 14 Salas Tutoriais, Alojamento para Professores Visitantes e Casa do Residente.
HOSPITAL PEDRO II
O Hospital Pedro II foi inaugurado em 10 de março de 1861, na área que hoje é conhecida como Bairro dos Coelhos, em Recife, Pernambuco. Com projeto de José Mamede Alves Ferreira, o Hospital Pedro II tem estilo arquitetônico neoclássico e é ornamentado por arcadas romanas e por um pórtico com a figura da Caridade, de cantaria fina de Lisboa. Dificuldades fizeram parte da história do hospital, mas no final do século XIX, o Pedro II era referência: os três pavimentos estavam ocupados e funcionando, com 483 pacientes e 146 empregados internos.
A partir de 1920, o Hospital Pedro II passa a servir ao ensino da Faculdade de Medicina do Recife, contribuindo para a formação de grandes profissionais em Pernambuco. Posteriormente, o Pedro II é transformado em Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco. Durante mais de 50 anos, como Hospital das Clínicas, foi um centro de excelência e de vanguarda na medicina nordestina, sendo pioneiro em vários procedimentos, por exemplo: primeiro hospital do Norte- Nordeste a realizar cirurgia cardíaca com circulação extra-corpórea. Todos os grandes nomes da medicina pernambucana fizeram parte do corpo médico deste renomado hospital.
Um período que, embora frutífero pela ampliação das atividades do hospital, dá início a uma série de construções desordenadas no edifício, descaracterizando o seu projeto inicial. Nos anos seguintes, dificuldades administrativas associadas à limitação de recursos financeiros passam a comprometer o funcionamento do Pedro II.
Antes da inauguração do prédio, houve nos salões do hospital um baile em homenagem a D. Pedro II, que passava pela cidade. A visita do imperador resultou na liberação de recursos para hospitais e orfanatos. O Hospital Pedro II foi construído junto com outras obras que marcaram a elevação de Recife à condição de cidade e capital da província, como Teatro Santa Isabel, a Casa da Detenção e a Assembléia Legislativa.
Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Fonte: Assessoria do IMIP.







