O 1° secretário do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), Carlos Eduardo Cunha; o conselheiro e coordenador da Comissão em Defesa do Ato Médico (Cedam), Eduardo Magalhães; e os médicos fiscais, Sylvio Vasconcelos, Cláudio Cunha e Ísis Pereira participaram da Oficina de lições aprendidas: Fiscalizações Éticas e Sanitárias em Serviços de Estética. O evento acontece nos dias 25 e 26 de março, no Centro Cultural Rossini Alves Couto, na cidade do Recife.
O evento contou com a participação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Agência Pernambucana de Saúde (Apevisa), Vigilâncias Sanitárias dos Municípios do Recife, Jaboatão dos Guararapes e Olinda, além dos Conselhos de classes profissionais da área da saúde.
As apresentações trouxeram dados das fiscalizações realizadas entre agosto e dezembro de 2025, que inspecionaram 65 clínicas de estética na Região Metropolitana do Recife (RMR). Entre as principais irregularidades encontradas estão o funcionamento sem licenciamento sanitário, ausência de responsável técnico, falhas em protocolos de segurança e esterilização, além da realização de procedimentos invasivos por profissionais sem a devida habilitação.
Em seu discurso, no primeiro dia do evento, Carlos Eduardo Cunha destacou a importância da colaboração interinstitucional entre Cremepe, Ministério Público e Apevisa, ressaltando as contribuições específicas de cada órgão. Ele também abordou as responsabilidades de cada entidade e enfatizou que as ações de fiscalização e interdição são essenciais para garantir a saúde e o bem-estar da população, coibindo práticas irregulares e alertando sobre os riscos associados.
Durante a programação do segundo dia de evento, Sylvio Vasconcelos integrou a mesa de abertura e a mesa temática, contribuindo com reflexões importantes sobre a atuação da fiscalização médica. Em sua fala, destacou que o Cremepe atua na fiscalização do exercício ético da medicina, reforçando o respeito às atribuições das demais profissões da saúde. Também alertou para a importância de avaliar os procedimentos estéticos de forma responsável, considerando não apenas seus benefícios, mas também os riscos, possíveis complicações e impactos para o sistema de saúde e para a sociedade como um todo.







