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Qualidade dos planos é ruim

SAÚDE De acordo com índice divulgado ontem pela ANS, 40% dos planos de saúde ainda prestam um serviço entre péssimo e ruim

Dos 1.103 planos de saúde no Brasil, apresentados ontem no Relatório do Programa de Qualificação da Saúde Suplementar da Agência Nacional de Saúde (ANS), 40% apresentaram desempenho péssimo e ruim, contra 32% com desempenho bom e ótimo e 28%, médio. Em Pernambuco, cinco das 12 principais operadoras tiveram desempenho negativo. Esses dados referem-se a 2010.

A avaliação da ANS dá notas de 0,0 (péssimo) a 1,0 (excelente) ao serviço prestado pelas 1.103 operadoras de planos de saúde. Deste total, apenas 46 planos alcançaram o nível de 0,8 a 1,0 (excelente). Apesar do resultado, o coordenador do Programa de Qualificação das Operadoras da ANS, João Matos, considera o levantamento positivo. “De 2007 para 2010, último ano em análise, o índice melhorou bastante. E o programa deve contribuir para a dinâmica de mercado, para as operadoras buscarem melhoras no desempenho. Isso deve estimular também a concorrência entre os planos e os clientes podem escolher melhor.”

De acordo com os dados divulgados pela ANS, a maioria dos clientes estão nas empresas que estão acima da média no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS): pontuação igual ou superior a 0,5. Cerca de 71% dos beneficiários estão em operadoras que estão acima desta faixa. Entre 2009 e 2010, no entanto, este percentual teve uma pequena redução, mas o número de beneficiários aumentou.

Em Pernambuco, há 1,6 milhão de usuários de planos de saúde. E mais da metade desses clientes são atendidos principalmente por 12 operadoras. Dessas, cinco estão com desempenho ruim e mediano.

A Ideal Saúde, por exemplo, que possui uma carteira de 95.138 clientes, teve o pior desempenho entre as empresas analisadas que estão no Estado (na faixa entre 0,0 e 0,19). Os planos Excelsior, controlado pelo grupo Amil, Unimed Caruaru e Real Saúde ficaram com notas entre 0,2 e 0,39 (baixa).

Flávio Wanderley, presidente da Associação brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), defende as operadoras e aponta que a pesquisa apresenta falhas. “A ANS já criou vários parâmetros para as operadoras respeitarem uma série de requisitos. Mas também devem ser levados em conta o número de usuários por plano, se há abrangência nacional ou local.” O presidente da Abramge afirma que avaliações de qualidade da entidade mostram resultados contrários ao da pesquisa.

Carlos Nascimento, diretor-executivo do Ideal Saúde, também diz que os requisitos da ANS ainda não são tão claros para as empresas. “O índice econômico-financeiro, por exemplo, é muito severo para as empresas de médio porte. Isso porque a ANS exige que as operadoras adotem novas tecnologias e procedimentos, a cada ano. Mas empresas não têm como repassar os custos. Isso gera um desempenho econômico-financeiro insatisfatório.”

Fonte: Jornal do Commercio

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